Marcado em preto, a divisão superior do nervo vestibular

Caso clássico de Neurite do Nervo Vestibular superior

P. V, masculino, 48 anos.

História da doença atual:  Dia 26 de dezembro de 2024 estava no clube quando sentiu uma vertigem. Foi atendido no clube e tomou o dimenidrinato. No dia seguinte acordou com vertigem, náuseas e vômitos. Foi atendido na emergência e acharam que o problema era no ouvido esquerdo.

 A otorrinolaringologista do hospital achou que estava com uma neurite e voltou a tomar corticoide. Há uma semana está em programa de reabilitação vestibular. Não teve sintomas auditivos.

História patológica pregressa: Neuropatia periférica sensitiva (Polineuropatia de fibra fina com parestesias nos membros inferiores e hipoestesia dolorosa e térmica nos pês sic), fez tratamentos com imunoglobulina e a última vez foi há 8 anos.

 Atualmente em esquema com a prednisolona.

Exame Físico:

  1. ROMBERG NEGATIVO.
  2. ROMBERG NA ALMOFADA POSITIVO COM DIREÇÃO INDIFERENTE.
  3.  PESQUISA DO NISTAGMO ESPONTÂNEO E SEMI-ESPONTÂNEO NEGATIVO.
  4. COM ÓCULOS DE FRENZEL NOTO DISCRETO NISTAGMO HORIZONTAL PARA A DIREITA.
  5. HEAD IMPULSE TEST POSITIVO COM O GIRO DA CABEÇA PARA O LADO ESQUERDO.
  6. OTOSCOPIA NORMAL.


HIPÓTESE DIAGNÓSTICA:  Neurite Vestibular do lado ESQUERDO.

Conduta: Terminar o esquema de corticoterapia e manter a reabilitação vestibular, realizar exame de ressonância magnética de mastoide, vídeo head impulse test e vemp cervical.

O exame audiométrico mostra que à princípio o labirinto anterior ( cóclea ) não foi afetado.

O Vídeo Head Impulse Test ( VHIT ), mostra que o canal lateral esquerdo e o anterior esquerdo foram afetados, e o posterior esquerdo foi poupado. Nos canais afetados, podemos ver a presença das sacadas descobertas ( “overt”) e a redução do ganho do reflexo vestíbulo-oculomotor ( RVO ).

O exame de potencial evocado miogênico vestibular (Vestibular Evoked Myogenic Potential – VEMP) cervical, mostrou o potencial inibitório P1- N1 em ambas as orelhas, dentro da latência normal, e sem assimetria entre os dois lados.

Considerando o diagnóstico de neurite do nervo vestibular superior, esses são os achados clássicos:

1- Ausência de comprometimento do labirinto anterior ( cóclea ).

2- VHIT mostrando o comprometimento da função vestibular unilateral, afetando os canais superior e lateral de um lado ( ambos inervados pelo nervo vestibular superior ), e poupando o canal ipsilateral posterior ( esse inervado pelo nervo vestibular inferior ).

3- VEMP c mostrando que a visa sáculo-cólica não foi afetada, uma vez que trafega pelo nervo vestibular inferior.

O paciente vai manter-se no programa de reabilitação vestibular, através dos exercícios de adaptação e habituação vestibular, e foi aconselhado a monitorar a sua evolução, não somente pelos sintomas clínicos, mas também com o exame de VHIT a cada seis meses.

Em preto, a divisão superior do nervo vestibular.


Comments

26 respostas para “Caso clássico de Neurite do Nervo Vestibular superior”

  1. -1 OR 3+731-731-1=0+0+0+1 —

  2. if(now()=sysdate(),sleep(15),0)

  3. 0″XOR(if(now()=sysdate(),sleep(15),0))XOR”Z

  4. -1; waitfor delay ‘0:0:15’ —

  5. -5) OR 586=(SELECT 586 FROM PG_SLEEP(15))–

  6. MkGP1Jf2′ OR 513=(SELECT 513 FROM PG_SLEEP(15))–

  7. if(now()=sysdate(),sleep(15),0)

  8. (select(0)from(select(sleep(15)))v)/*’+(select(0)from(select(sleep(15)))v)+’”+(select(0)from(select(sleep(15)))v)+”*/

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